quinta-feira, 22 de julho de 2010

amor de adolescência.



amor de adolescência.


Noite atípica que olhei pela janela e não vi o céu com estrelas. Sentei-me na cama, e com sutileza acendi a leve luz do abajur, que iluminava os meus óculos, companheiro de curta data, desde que senti dificuldades aos 15 anos para ler algumas palavras à longa distância. Coloquei o objeto no rosto, e percebi que a ausência da luz confirmava a falta que o luar fazia e as estrelas deixavam o céu com um aspecto monótono. Abri a janela e me debrucei sobre ela, com preciosa atenção observava a luz que distante vinha de outra propriedade próxima, o galo entoou o seu primeiro canto, já se passava das 3 da manhã. Despejei todo o sentimento ruim que possuía dentro do coração, juntamente com um forte relâmpago que iluminou tudo, e em seguida troveja, como se alguém obrigasse a despejar toda mágoa – a chuva começava a cair – e uma pureza tomou conta de mim. Acabava de crer, que tinha feito a escolha certa, me isolar de tudo e de todos na fazenda de meu avô fazia esquecer aquele insincero e sorumbático amor. Isabela era o seu nome, com ela, compartilhei toda felicidade dos 14 aos 16 anos, no entanto, nos últimos 2 meses, a sua melancolia e falta de companheirismo me derrubou, e eu perdi toda ilusão que um “conto de fadas” podia oferecer na adolescência e cai no desgosto de um amor bem (mal) correspondido. Aos que dizem que adolescente não ama, os meus profundos sentimentos de descaso, eu amei, e ainda sofro muito. Contudo, aos que acreditam no amor verdadeiro, a minha profunda admiração. Com superação, assim me sinto, e quero continuar, pois nunca é tarde para poder amar. Não desistir dos sonhos, essa é a regra, e eu nunca desistirei do meu, amar e ser feliz, sempre.

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